Tipos de Lente Intraocular na Cirurgia de Catarata em Uberaba: Monofocal, Tórica e Premium

Monofocal, tórica ou premium: compare o que cada tipo de lente intraocular corrige na cirurgia de catarata e como a escolha é feita em Uberaba.

Atualizado em | Revisado por Dra. Giovanna Piccinini, CRM 32619/MG | RQE 29156

Os três tipos principais de lente intraocular usados na cirurgia de catarata são a monofocal, que corrige uma distância principal, geralmente longe, e mantém os óculos para perto; a tórica, indicada quando há astigmatismo relevante; e a premium, multifocal ou de foco estendido, que busca reduzir a dependência de óculos para longe e perto. Em Uberaba, a Dra. Giovanna Piccinini indica a lente a partir da biometria e da rotina visual de cada paciente.

Por que a escolha da lente intraocular é tão importante?

Porque é a lente intraocular que assume o foco do olho depois da cirurgia de catarata, e o tipo escolhido define para quais distâncias o paciente tende a enxergar sem óculos. Na cirurgia de catarata por facoemulsificação, o cristalino, a lente natural do olho que ficou opaca, é removido, e uma lente intraocular (LIO) é implantada no lugar dele, restaurando a capacidade de foco.

O cálculo e o tipo dessa lente determinam se a visão sem óculos tende a ser boa para longe, para perto ou para as duas distâncias. Por isso, a escolha não é um detalhe técnico secundário: é uma das decisões centrais do planejamento cirúrgico.

A Dra. Giovanna Piccinini, oftalmologista em Uberaba, trabalha com diferentes tecnologias de lente intraocular, incluindo monofocais, tóricas e premium, escolhidas conforme as características do olho, medidas na biometria, e a rotina visual de cada paciente. Quem dirige à noite com frequência tem prioridades diferentes de quem passa o dia lendo ou diante de telas, e essa diferença entra no planejamento.

O que é a lente monofocal e para quem ela é indicada?

A lente monofocal corrige a visão para uma distância principal, geralmente longe, e mantém a necessidade de óculos para perto. É o tipo de lente mais usado na cirurgia de catarata e tem um único foco, que pode ser calculado para longe, para distância intermediária ou para perto.

Na maioria dos casos, o foco é ajustado para longe: o paciente costuma enxergar bem objetos distantes sem óculos e usa óculos para ler, mexer no celular ou fazer tarefas de perto. A precisão do cálculo biométrico é o que sustenta esse resultado.

A monofocal costuma ser uma boa indicação para quem já usa óculos de leitura antes da cirurgia e não se incomoda em continuar usando, priorizando a simplicidade da lente e a visão de longe.

Quando a lente tórica é indicada?

A lente tórica é indicada quando, além da catarata, existe astigmatismo relevante: ela corrige os dois no mesmo procedimento. O astigmatismo é um erro de refração causado por uma curvatura irregular da córnea ou do cristalino, que distorce a imagem tanto para longe quanto para perto.

Quando um astigmatismo relevante não é corrigido na cirurgia, o paciente tende a continuar precisando de óculos mesmo após o implante de uma lente monofocal comum, porque essa causa do embaçamento permanece. A presença e o grau do astigmatismo aparecem na avaliação da curvatura da córnea, feita com biometria e topografia corneana durante a avaliação pré-operatória da catarata.

Algumas lentes premium também têm versão tórica, pensada para quem tem astigmatismo relevante e deseja reduzir a dependência de óculos para mais de uma distância. A curvatura da córnea medida no pré-operatório mostra se essa combinação faz sentido.

O que são as lentes premium multifocais e de foco estendido?

As lentes premium são as multifocais e as de profundidade de foco estendida (EDOF, do inglês extended depth of focus), que buscam reduzir a dependência de óculos tanto para longe quanto para perto. São indicadas conforme o estilo de vida e as expectativas visuais de cada paciente.

  • Lente multifocal: tem zonas com graus diferentes na mesma lente, o que permite focar longe e perto ao mesmo tempo.
  • Lente de foco estendido (EDOF): tem uma única zona de correção, que se estende para cobrir longe e perto e pode exigir menos esforço para trocar o foco entre as distâncias.

Com as lentes premium, podem ocorrer halos ou ofuscamento ao redor de luzes, principalmente à noite, e pode haver um período de adaptação ao novo padrão de foco. Esses pontos são explicados antes da cirurgia, junto com os critérios de candidatura detalhados na página sobre lentes premium e tóricas em Uberaba.

Qual a diferença entre os tipos de lente intraocular?

A principal diferença está no que cada lente corrige: a monofocal privilegia uma distância, a tórica trata também o astigmatismo e as premium buscam cobrir longe e perto. A tabela resume esses pontos e serve de ponto de partida para a conversa com a oftalmologista, sem substituir a avaliação individual com biometria.

Comparativo dos tipos de lente intraocular na cirurgia de catarata
CaracterísticaMonofocalTóricaMultifocal (premium)Foco estendido – EDOF (premium)
O que corrigeUma distância principal, geralmente longeCatarata e astigmatismo relevante ao mesmo tempoLonge e pertoLonge e perto
Como funcionaUm único foco, calculado para longe, meia distância ou pertoDesenho próprio para corrigir o astigmatismoZonas com graus diferentes na mesma lenteUma única zona de correção estendida, que pode exigir menos esforço para trocar o foco
Para quem costuma ser consideradaQuem prioriza a visão de longe e aceita óculos para pertoQuem tem astigmatismo relevante identificado no pré-operatórioQuem deseja reduzir a dependência de óculos, conforme rotina e expectativasQuem deseja reduzir a dependência de óculos, conforme rotina e expectativas
Óculos depois da cirurgiaMantidos para pertoUso para perto discutido no planejamentoBuscam reduzir; algumas atividades ainda podem pedir óculosBuscam reduzir; algumas atividades ainda podem pedir óculos
Pontos de atençãoNão corrige astigmatismo relevanteDepende da medida precisa da curvatura da córnea no pré-operatórioHalos e ofuscamento podem ocorrer; condições associadas do olho pesam na indicação; algumas versões também corrigem astigmatismoHalos e ofuscamento podem ocorrer; condições associadas do olho pesam na indicação; algumas versões também corrigem astigmatismo

Halos e ofuscamento com lentes premium merecem conversa aberta antes da cirurgia, especialmente com quem dirige à noite com frequência, para que a expectativa sobre a visão noturna seja realista desde o início. Em qualquer tipo de lente, a melhora costuma ser perceptível nos primeiros dias, e a estabilização completa pode levar algumas semanas, como explicado na página sobre a recuperação da cirurgia de catarata.

Como a rotina visual entra na escolha da lente?

A rotina visual entra como segundo critério, ao lado dos dados da biometria: a conversa sobre o que o paciente espera enxergar no dia a dia, seja ao dirigir, ler, trabalhar em telas ou praticar esportes, ajuda a definir qual distância priorizar e qual tipo de lente faz sentido. Pacientes com catarata semelhante podem ter necessidades visuais bem diferentes.

  • Direção, principalmente à noite: como halos e ofuscamento podem ocorrer com lentes premium, quem dirige muito à noite avalia esse ponto com atenção antes de decidir.
  • Leitura e telas: a conversa define se a prioridade é enxergar de perto e a meia distância sem óculos ou se usar óculos nessas tarefas é aceitável.
  • Esportes e atividades ao ar livre: ajudam a identificar em que distância a visão sem óculos faz mais diferença.
  • Relação atual com os óculos: quem já usa óculos de leitura e não se incomoda com eles pode ficar bem atendido por uma lente monofocal ou tórica.

A conversa sobre rotina não substitui a biometria, mas complementa a decisão técnica com um componente humano: entender o que realmente importa para a qualidade de vida daquele paciente, e não apenas o que a tecnologia mais recente é capaz de oferecer em teoria.

Quais exames definem a lente antes da cirurgia?

A lente é definida na avaliação pré-operatória, que reúne biometria, avaliação da córnea e do fundo de olho e uma conversa sobre expectativas. Antes de recomendar qualquer tipo de lente, a Dra. Giovanna Piccinini faz uma investigação clínica que vai além da biometria isolada:

  • Histórico clínico detalhado, com doenças oculares prévias e medicamentos em uso que possam interferir no resultado.
  • Biometria óptica, que mede o comprimento do olho e a curvatura da córnea, dados usados no cálculo do grau da lente.
  • Avaliação da curvatura da córnea, incluindo o astigmatismo, que orienta a escolha entre lente convencional e tórica.
  • Exame de fundo de olho, para avaliar retina e nervo óptico antes do procedimento.
  • Avaliação de condições associadas, com medida da pressão intraocular para investigar glaucoma e avaliação de olho seco, condições que podem impactar o resultado da cirurgia.

O conjunto desses dados permite personalizar a indicação, em vez de aplicar a mesma lente a todos os pacientes. Um olho com glaucoma ou olho seco, por exemplo, pode ter o resultado cirúrgico impactado, e essa informação pesa na escolha entre as tecnologias disponíveis.

Quais são as limitações de cada tipo de lente?

Cada lente tem limites: a monofocal mantém os óculos para perto, a tórica só se justifica quando há astigmatismo relevante e as premium podem causar halos e não são adequadas a todos os olhos. Quando há condições associadas que limitam o resultado, ou quando a expectativa não corresponde ao que a lente oferece, uma lente monofocal ou tórica com cálculo preciso tende a oferecer um resultado mais previsível.

Glaucoma, olho seco relevante e alterações de retina identificadas no exame de fundo de olho são exemplos de condições que entram nessa análise. Reconhecer essas limitações, em vez de simplesmente oferecer a tecnologia mais recente, faz parte da responsabilidade médica: a decisão final é construída em conjunto, com informação clara sobre vantagens, limitações e expectativas realistas de cada lente.

Quer entender qual lente intraocular é mais indicada para o seu caso? Agende uma avaliação com a Dra. Giovanna Piccinini, oftalmologista em Uberaba.

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Perguntas frequentes

Qual é o melhor tipo de lente intraocular para catarata?

Não existe uma lente melhor para todos os casos. A indicação considera a curvatura da córnea, a presença de astigmatismo, condições associadas, como glaucoma ou olho seco, e o que o paciente espera enxergar no dia a dia. Os dados da biometria, somados a essa conversa, orientam a escolha feita caso a caso pela oftalmologista.

Com lente premium eu fico totalmente livre dos óculos?

Não necessariamente. As lentes premium buscam reduzir a dependência de óculos para longe e para perto, mas reduzir a dependência não é o mesmo que eliminar todo o grau, e algumas atividades ainda podem pedir óculos. Características do olho e da lente escolhida influenciam esse resultado, e a expectativa realista é alinhada antes da cirurgia.

Tenho astigmatismo. Preciso de lente tórica na cirurgia de catarata?

Depende do grau. A lente tórica é indicada quando o astigmatismo é relevante, porque corrige a catarata e o astigmatismo no mesmo procedimento. Um astigmatismo relevante que não é tratado tende a manter a necessidade de óculos mesmo com uma lente monofocal comum. A medida da curvatura da córnea no pré-operatório mostra se esse é o caso. Algumas lentes premium também têm versão tórica, e essa possibilidade é avaliada no planejamento.

A lente monofocal pode ser calculada para enxergar de perto?

Sim. A lente monofocal tem um único foco, que pode ser calculado para longe, para uma distância intermediária ou para perto. Na maioria dos casos, o foco escolhido é o de longe, e os óculos ficam para leitura e tarefas próximas. A distância priorizada é definida no planejamento, de acordo com a rotina visual de cada pessoa.

De que material é feita a lente intraocular?

A maioria das lentes intraoculares é feita de silicone, acrílico ou outro material plástico e recebe um revestimento que ajuda a proteger o olho dos raios ultravioleta. O tipo de lente indicado para cada olho é discutido na consulta de planejamento da cirurgia.

A lente intraocular pode sair do lugar depois de implantada?

Em situações normais, o deslocamento da lente intraocular é muito raro. Há casos específicos em que esse risco é maior, e eles são avaliados e explicados pela oftalmologista. Os retornos programados depois da cirurgia acompanham a cicatrização e a evolução da visão.

Fontes e referências

Dra. Giovanna Piccinini — Formação e Credenciais

A Dra. Giovanna Piccinini é médica oftalmologista, com quase três décadas de Medicina e atuação especializada em cirurgia de catarata, plástica ocular e saúde ocular preventiva, cofundadora da Clínica de Olhos de Uberaba.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), 1998.
  • Residência médica no Centro Oftalmológico de Minas Gerais (COMG).
  • Fellowship em Plástica Ocular no Hospital Felício Rocho, sob orientação dos Drs. Eduardo Soares e Valério Pérez.
  • CRM 32619/MG | RQE 29156.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Giovanna Piccinini. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de dor ocular intensa, perda súbita da visão ou trauma no olho, procure atendimento oftalmológico imediatamente.

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