O que é glaucoma?
O glaucoma é uma doença que compromete progressivamente o nervo óptico, a estrutura que transmite ao cérebro as informações visuais captadas pelo olho. Na forma mais comum, o glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA), também chamado de glaucoma crônico de ângulo aberto, o dano está associado ao aumento da pressão intraocular (PIO), embora também existam casos com a pressão considerada dentro da normalidade.
A Dra. Giovanna Piccinini (CRM 32619/MG, RQE 29156), oftalmologista em Uberaba com consultório no Bairro Santa Maria, dedica atenção específica ao rastreio e ao acompanhamento do glaucoma. A prioridade é encontrar a doença antes que ela afete a visão do dia a dia, porque o diagnóstico precoce é o que mais contribui para preservar a visão a longo prazo.
A perda de campo visual causada pelo glaucoma é irreversível. O tratamento não recupera a visão já perdida, mas controla a progressão da doença, o que torna o diagnóstico precoce decisivo.
Quais são os tipos de glaucoma?
O termo glaucoma descreve um grupo de doenças com mecanismos diferentes, e não uma condição única. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Glaucoma, do Ministério da Saúde, que reproduz dados adotados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, entre 50% e 60% dos diagnósticos são de glaucoma primário de ângulo aberto, e cerca de 20% são de glaucoma primário de ângulo fechado.
| Tipo | O que caracteriza | Como costuma se manifestar | O que exige |
|---|---|---|---|
| Primário de ângulo aberto (crônico) | Forma mais comum; o ângulo por onde o humor aquoso é drenado permanece aberto, e o dano se associa ao aumento da pressão intraocular | Evolução lenta, em geral sem sintomas nas fases iniciais; a perda começa pela visão periférica | Rastreio e acompanhamento periódico |
| Ângulo fechado | Fechamento parcial ou completo do ângulo de drenagem do olho | Pode ter crise aguda com dor e embaçamento súbito (ver abaixo) | Atendimento imediato na crise aguda |
| Pressão normal | Dano ao nervo óptico com a pressão intraocular dentro da faixa habitual | Evolução lenta, em geral sem sintomas nas fases iniciais | Avaliação do nervo óptico e do campo visual, além da tonometria |
| Secundário | Aumento da pressão causado por outra condição: doenças oculares prévias, trauma ou medicamentos, como os corticoides | Varia conforme a causa de base | Tratar a causa de base, além de controlar a pressão intraocular |
A diferença entre os tipos explica por que a tonometria isolada não basta para descartar a doença: no glaucoma de pressão normal, o dano aparece mesmo com a pressão dentro da faixa habitual. Nas formas secundárias, além de controlar a pressão, é preciso investigar a condição que a elevou.
Por que o glaucoma costuma não dar sintomas no início?
Porque, na forma crônica, a perda de campo visual começa pela periferia e avança de forma tão gradual que o cérebro compensa a ausência de informação visual. Assim, o problema pode passar despercebido até estágios avançados, muitas vezes com comprometimento superior a 40% das fibras do nervo óptico.
Essa evolução discreta faz o glaucoma ser conhecido como "ladrão silencioso da visão". Segundo o National Eye Institute (NEI), instituto de saúde ocular dos Estados Unidos, metade das pessoas com glaucoma não sabe que tem a doença. Quando alguma dificuldade visual é notada, parte relevante da visão periférica geralmente já foi afetada, e por isso a ausência de queixas não pode ser o critério para decidir se vale investigar.
Em fases mais avançadas, o glaucoma pode causar dificuldade para perceber objetos nas laterais do campo de visão, colisões frequentes com objetos ou pessoas ao caminhar e a necessidade de virar mais a cabeça para enxergar o entorno.
Quando o glaucoma exige atendimento imediato?
No glaucoma agudo de ângulo fechado, situação menos comum e mais urgente, a pressão intraocular se eleva de forma aguda e provoca dor ocular intensa, vermelhidão, náusea e embaçamento visual súbito. Esse quadro é diferente da forma crônica e pede avaliação oftalmológica imediata, sem aguardar uma consulta de rotina.
Quem tem mais risco de desenvolver glaucoma?
Qualquer pessoa pode ter glaucoma, mas o risco é maior para quem tem casos da doença na família, passou dos 40 anos ou apresenta pressão intraocular elevada. Os fatores de risco considerados na avaliação estão reunidos a seguir.
- Histórico familiar de glaucoma, um dos fatores de risco mais relevantes.
- Idade acima de 40 anos, com risco crescente ao longo da vida.
- Pressão intraocular elevada, principal fator de risco modificável.
- Miopia ou hipermetropia elevadas, associadas a diferentes formas de glaucoma: a miopia, ao ângulo aberto, e a hipermetropia, ao ângulo fechado.
- Diabetes e hipertensão arterial, que podem interferir na saúde vascular do nervo óptico.
- Uso prolongado de corticoides, especialmente em colírios, sem acompanhamento oftalmológico.
- Espessura corneana reduzida, fator que pode influenciar a medida real da pressão intraocular.
Nenhum desses fatores, sozinho, confirma o glaucoma, e a ausência deles também não descarta a doença. Eles orientam a frequência do rastreio e o grau de atenção dado a cada achado do exame. Com relação à história familiar, o PCDT registra que um único caso na família já aumenta a chance da doença. O mesmo protocolo aponta prevalência de 2% a 3% na população brasileira acima de 40 anos, com aumento conforme a idade.
Como é feito o diagnóstico do glaucoma em Uberaba?
O diagnóstico depende de exames de rastreio realizados mesmo em quem não tem queixas, já que o glaucoma raramente causa sintomas em fase inicial. A avaliação completa combina a medida da pressão, o exame do nervo óptico e testes de função visual.
- Tonometria, medida da pressão intraocular; o PCDT recomenda aferições em dias e horários diferentes, porque a pressão oscila ao longo do dia.
- Avaliação do disco óptico, exame do nervo óptico à procura de sinais característicos de dano glaucomatoso.
- Campo visual (perimetria), exame que mapeia áreas de perda de visão periférica, muitas vezes imperceptíveis para o próprio paciente.
- Tomografia de coerência óptica (OCT), exame de imagem que mede a espessura da camada de fibras nervosas da retina, permitindo identificar dano estrutural antes mesmo da perda funcional detectável no campo visual.
- Paquimetria, medida da espessura da córnea, que ajuda a interpretar corretamente o valor da pressão intraocular.
- Gonioscopia, exame do ângulo entre a córnea e a íris, região de drenagem do humor aquoso, que diferencia o glaucoma de ângulo aberto do de ângulo fechado.
Na Clínica de Olhos de Uberaba, onde a Dra. Giovanna Piccinini atende, o campo visual e a tomografia de coerência óptica estão entre os recursos diagnósticos disponíveis no mesmo endereço da consulta, conforme a indicação de cada caso. O que cada exame mede em outras situações está detalhado na página sobre exames oftalmológicos em Uberaba.
É a combinação dos exames que permite distinguir, por exemplo, uma pessoa com pressão intraocular discretamente elevada e nervo óptico sem sinais de dano de outra com pressão normal, mas perda de fibras nervosas visível na tomografia. São condutas diferentes, e nenhuma delas pode ser definida a partir de um único exame isolado.
O que a Dra. Giovanna Piccinini avalia na consulta?
Antes de definir qualquer conduta, a médica reúne um histórico clínico completo: sintomas e tempo de evolução, casos de glaucoma ou de outras doenças oculares na família, diabetes, hipertensão arterial e medicamentos em uso ou usados no passado, inclusive os prescritos por outras especialidades e os corticoides em colírio ou por via oral. O exame oftalmológico completo inclui a medida da acuidade visual e da pressão intraocular e o exame detalhado de córnea, cristalino, retina e anexos oculares.
Como a doença costuma não causar sintomas, a consulta reserva tempo para explicar o diagnóstico e o que será acompanhado, com o plano de cuidado construído em conjunto e em linguagem acessível. Para quem vai operar a catarata, o glaucoma também entra na avaliação pré-operatória da catarata, porque pode impactar o resultado cirúrgico.
Como o glaucoma é tratado?
O tratamento do glaucoma busca reduzir a pressão intraocular e estabilizar a progressão da doença, preservando a visão remanescente. As opções vão dos colírios ao laser e à cirurgia, e a Dra. Giovanna Piccinini explica o que cada abordagem oferece, seus limites e o que é realista esperar no controle do glaucoma.
| Opção | Quando costuma ser indicada | Como atua |
|---|---|---|
| Colírios hipotensores oculares | Primeira linha de tratamento na maioria dos casos | Reduzem a pressão intraocular; há diferentes classes de medicamento, escolhidas conforme o perfil do paciente |
| Laser (trabeculoplastia) | Casos selecionados | Procedimento ambulatorial que melhora o escoamento do humor aquoso e reduz a pressão intraocular |
| Cirurgia filtrante | Quando o controle com colírios e laser não é suficiente para estabilizar o glaucoma | Facilita a drenagem do humor aquoso para baixar a pressão dentro do olho |
| Acompanhamento periódico | Em todas as fases do cuidado | Campo visual e OCT repetidos em intervalos regulares para acompanhar a evolução e ajustar a conduta |
Não há um esquema único para todos. Segundo o PCDT do Ministério da Saúde, a meta de pressão de cada paciente considera a pressão antes do tratamento, a gravidade do dano, a velocidade de progressão e a idade, e cada tipo de glaucoma tem particularidades que pedem tratamento individualizado, como a indicação de laser ou de cirurgia.
Cada abordagem também tem limites. A cirurgia filtrante não costuma ser a primeira opção: segundo o PCDT, ela é considerada quando o tratamento com colírios não é eficaz, não é tolerado ou não pode ser mantido. O laser, por sua vez, não se aplica da mesma forma a todos os tipos de glaucoma. Conhecer esses limites evita expectativas equivocadas sobre o resultado de cada etapa.
Nos colírios, a regularidade faz parte do tratamento: o National Eye Institute orienta usar todos os dias a medicação prescrita e informar o médico sobre efeitos colaterais. Colírios não devem ser iniciados, trocados ou suspensos por conta própria, e o esquema é revisto nas consultas de retorno conforme a resposta observada nos exames. Esquecimentos frequentes e a técnica de aplicação também merecem atenção nesses retornos.
O que acontece se o tratamento do glaucoma for interrompido?
Quem interrompe o tratamento ou falta às consultas de retorno fica sujeito à progressão da doença sem sintomas, muitas vezes percebida apenas quando a perda visual já compromete atividades básicas, como dirigir ou reconhecer rostos. Como nenhum tratamento disponível recupera a visão perdida, o objetivo realista é impedir que o glaucoma avance além do ponto em que foi diagnosticado.
Quando procurar avaliação para glaucoma em Uberaba?
A avaliação para glaucoma é indicada mesmo sem sintomas para quem tem fatores de risco da doença ou está há mais de um ano sem consulta oftalmológica, e também para quem já tem o diagnóstico e precisa retomar o acompanhamento. As situações mais frequentes na prática são as seguintes.
- Histórico familiar de glaucoma, ainda que seja um único caso na família.
- Idade acima de 40 anos, mesmo sem sintomas visuais aparentes.
- Diabetes ou hipertensão arterial associadas a outros fatores de risco oculares.
- Uso prolongado de colírios com corticoide sem acompanhamento oftalmológico.
- Última consulta oftalmológica há mais de um ano.
- Diagnóstico prévio de glaucoma sem acompanhamento regular nos últimos meses.
Quem já recebeu o diagnóstico em outro serviço e deseja dar continuidade ao acompanhamento, ou busca uma segunda opinião oftalmológica sobre o tratamento em curso, também é bem-vindo, já que o acompanhamento contínuo é tão importante quanto o diagnóstico inicial. Para manter a prevenção entre um exame e outro, veja o conteúdo sobre saúde ocular preventiva em Uberaba.
O consultório da Dra. Giovanna Piccinini fica na Clínica de Olhos de Uberaba (Av. Santos Dumont, 1424, Bairro Santa Maria), com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Para marcar, confira como agendar a consulta oftalmológica.
Tem histórico familiar de glaucoma ou está há mais de um ano sem consulta oftalmológica? Agende uma avaliação de rastreio.
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