Glaucoma em Uberaba: Diagnóstico Precoce para Preservar a Visão

Glaucoma em Uberaba: diagnóstico precoce com tonometria, campo visual e OCT, tratamento e acompanhamento periódico com a Dra. Giovanna Piccinini.

Atualizado em | Revisado por Dra. Giovanna Piccinini, CRM 32619/MG | RQE 29156

O glaucoma, doença que compromete progressivamente o nervo óptico, é diagnosticado e acompanhado em Uberaba pela Dra. Giovanna Piccinini, oftalmologista no Bairro Santa Maria, com tonometria, campo visual e tomografia de coerência óptica (OCT). Na forma crônica, a mais comum, costuma não causar sintomas no início, e a perda de visão é irreversível. Por isso, o rastreio é indicado mesmo sem queixas, sobretudo após os 40 anos ou com casos na família.

O que é glaucoma?

O glaucoma é uma doença que compromete progressivamente o nervo óptico, a estrutura que transmite ao cérebro as informações visuais captadas pelo olho. Na forma mais comum, o glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA), também chamado de glaucoma crônico de ângulo aberto, o dano está associado ao aumento da pressão intraocular (PIO), embora também existam casos com a pressão considerada dentro da normalidade.

A Dra. Giovanna Piccinini (CRM 32619/MG, RQE 29156), oftalmologista em Uberaba com consultório no Bairro Santa Maria, dedica atenção específica ao rastreio e ao acompanhamento do glaucoma. A prioridade é encontrar a doença antes que ela afete a visão do dia a dia, porque o diagnóstico precoce é o que mais contribui para preservar a visão a longo prazo.

A perda de campo visual causada pelo glaucoma é irreversível. O tratamento não recupera a visão já perdida, mas controla a progressão da doença, o que torna o diagnóstico precoce decisivo.

Quais são os tipos de glaucoma?

O termo glaucoma descreve um grupo de doenças com mecanismos diferentes, e não uma condição única. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Glaucoma, do Ministério da Saúde, que reproduz dados adotados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, entre 50% e 60% dos diagnósticos são de glaucoma primário de ângulo aberto, e cerca de 20% são de glaucoma primário de ângulo fechado.

Tipos de glaucoma: características, manifestação e o que cada um exige
TipoO que caracterizaComo costuma se manifestarO que exige
Primário de ângulo aberto (crônico)Forma mais comum; o ângulo por onde o humor aquoso é drenado permanece aberto, e o dano se associa ao aumento da pressão intraocularEvolução lenta, em geral sem sintomas nas fases iniciais; a perda começa pela visão periféricaRastreio e acompanhamento periódico
Ângulo fechadoFechamento parcial ou completo do ângulo de drenagem do olhoPode ter crise aguda com dor e embaçamento súbito (ver abaixo)Atendimento imediato na crise aguda
Pressão normalDano ao nervo óptico com a pressão intraocular dentro da faixa habitualEvolução lenta, em geral sem sintomas nas fases iniciaisAvaliação do nervo óptico e do campo visual, além da tonometria
SecundárioAumento da pressão causado por outra condição: doenças oculares prévias, trauma ou medicamentos, como os corticoidesVaria conforme a causa de baseTratar a causa de base, além de controlar a pressão intraocular

A diferença entre os tipos explica por que a tonometria isolada não basta para descartar a doença: no glaucoma de pressão normal, o dano aparece mesmo com a pressão dentro da faixa habitual. Nas formas secundárias, além de controlar a pressão, é preciso investigar a condição que a elevou.

Por que o glaucoma costuma não dar sintomas no início?

Porque, na forma crônica, a perda de campo visual começa pela periferia e avança de forma tão gradual que o cérebro compensa a ausência de informação visual. Assim, o problema pode passar despercebido até estágios avançados, muitas vezes com comprometimento superior a 40% das fibras do nervo óptico.

Essa evolução discreta faz o glaucoma ser conhecido como "ladrão silencioso da visão". Segundo o National Eye Institute (NEI), instituto de saúde ocular dos Estados Unidos, metade das pessoas com glaucoma não sabe que tem a doença. Quando alguma dificuldade visual é notada, parte relevante da visão periférica geralmente já foi afetada, e por isso a ausência de queixas não pode ser o critério para decidir se vale investigar.

Em fases mais avançadas, o glaucoma pode causar dificuldade para perceber objetos nas laterais do campo de visão, colisões frequentes com objetos ou pessoas ao caminhar e a necessidade de virar mais a cabeça para enxergar o entorno.

Quando o glaucoma exige atendimento imediato?

No glaucoma agudo de ângulo fechado, situação menos comum e mais urgente, a pressão intraocular se eleva de forma aguda e provoca dor ocular intensa, vermelhidão, náusea e embaçamento visual súbito. Esse quadro é diferente da forma crônica e pede avaliação oftalmológica imediata, sem aguardar uma consulta de rotina.

Quem tem mais risco de desenvolver glaucoma?

Qualquer pessoa pode ter glaucoma, mas o risco é maior para quem tem casos da doença na família, passou dos 40 anos ou apresenta pressão intraocular elevada. Os fatores de risco considerados na avaliação estão reunidos a seguir.

  • Histórico familiar de glaucoma, um dos fatores de risco mais relevantes.
  • Idade acima de 40 anos, com risco crescente ao longo da vida.
  • Pressão intraocular elevada, principal fator de risco modificável.
  • Miopia ou hipermetropia elevadas, associadas a diferentes formas de glaucoma: a miopia, ao ângulo aberto, e a hipermetropia, ao ângulo fechado.
  • Diabetes e hipertensão arterial, que podem interferir na saúde vascular do nervo óptico.
  • Uso prolongado de corticoides, especialmente em colírios, sem acompanhamento oftalmológico.
  • Espessura corneana reduzida, fator que pode influenciar a medida real da pressão intraocular.

Nenhum desses fatores, sozinho, confirma o glaucoma, e a ausência deles também não descarta a doença. Eles orientam a frequência do rastreio e o grau de atenção dado a cada achado do exame. Com relação à história familiar, o PCDT registra que um único caso na família já aumenta a chance da doença. O mesmo protocolo aponta prevalência de 2% a 3% na população brasileira acima de 40 anos, com aumento conforme a idade.

Como é feito o diagnóstico do glaucoma em Uberaba?

O diagnóstico depende de exames de rastreio realizados mesmo em quem não tem queixas, já que o glaucoma raramente causa sintomas em fase inicial. A avaliação completa combina a medida da pressão, o exame do nervo óptico e testes de função visual.

  • Tonometria, medida da pressão intraocular; o PCDT recomenda aferições em dias e horários diferentes, porque a pressão oscila ao longo do dia.
  • Avaliação do disco óptico, exame do nervo óptico à procura de sinais característicos de dano glaucomatoso.
  • Campo visual (perimetria), exame que mapeia áreas de perda de visão periférica, muitas vezes imperceptíveis para o próprio paciente.
  • Tomografia de coerência óptica (OCT), exame de imagem que mede a espessura da camada de fibras nervosas da retina, permitindo identificar dano estrutural antes mesmo da perda funcional detectável no campo visual.
  • Paquimetria, medida da espessura da córnea, que ajuda a interpretar corretamente o valor da pressão intraocular.
  • Gonioscopia, exame do ângulo entre a córnea e a íris, região de drenagem do humor aquoso, que diferencia o glaucoma de ângulo aberto do de ângulo fechado.

Na Clínica de Olhos de Uberaba, onde a Dra. Giovanna Piccinini atende, o campo visual e a tomografia de coerência óptica estão entre os recursos diagnósticos disponíveis no mesmo endereço da consulta, conforme a indicação de cada caso. O que cada exame mede em outras situações está detalhado na página sobre exames oftalmológicos em Uberaba.

É a combinação dos exames que permite distinguir, por exemplo, uma pessoa com pressão intraocular discretamente elevada e nervo óptico sem sinais de dano de outra com pressão normal, mas perda de fibras nervosas visível na tomografia. São condutas diferentes, e nenhuma delas pode ser definida a partir de um único exame isolado.

O que a Dra. Giovanna Piccinini avalia na consulta?

Antes de definir qualquer conduta, a médica reúne um histórico clínico completo: sintomas e tempo de evolução, casos de glaucoma ou de outras doenças oculares na família, diabetes, hipertensão arterial e medicamentos em uso ou usados no passado, inclusive os prescritos por outras especialidades e os corticoides em colírio ou por via oral. O exame oftalmológico completo inclui a medida da acuidade visual e da pressão intraocular e o exame detalhado de córnea, cristalino, retina e anexos oculares.

Como a doença costuma não causar sintomas, a consulta reserva tempo para explicar o diagnóstico e o que será acompanhado, com o plano de cuidado construído em conjunto e em linguagem acessível. Para quem vai operar a catarata, o glaucoma também entra na avaliação pré-operatória da catarata, porque pode impactar o resultado cirúrgico.

Como o glaucoma é tratado?

O tratamento do glaucoma busca reduzir a pressão intraocular e estabilizar a progressão da doença, preservando a visão remanescente. As opções vão dos colírios ao laser e à cirurgia, e a Dra. Giovanna Piccinini explica o que cada abordagem oferece, seus limites e o que é realista esperar no controle do glaucoma.

Opções de tratamento do glaucoma: quando são indicadas e como atuam
OpçãoQuando costuma ser indicadaComo atua
Colírios hipotensores ocularesPrimeira linha de tratamento na maioria dos casosReduzem a pressão intraocular; há diferentes classes de medicamento, escolhidas conforme o perfil do paciente
Laser (trabeculoplastia)Casos selecionadosProcedimento ambulatorial que melhora o escoamento do humor aquoso e reduz a pressão intraocular
Cirurgia filtranteQuando o controle com colírios e laser não é suficiente para estabilizar o glaucomaFacilita a drenagem do humor aquoso para baixar a pressão dentro do olho
Acompanhamento periódicoEm todas as fases do cuidadoCampo visual e OCT repetidos em intervalos regulares para acompanhar a evolução e ajustar a conduta

Não há um esquema único para todos. Segundo o PCDT do Ministério da Saúde, a meta de pressão de cada paciente considera a pressão antes do tratamento, a gravidade do dano, a velocidade de progressão e a idade, e cada tipo de glaucoma tem particularidades que pedem tratamento individualizado, como a indicação de laser ou de cirurgia.

Cada abordagem também tem limites. A cirurgia filtrante não costuma ser a primeira opção: segundo o PCDT, ela é considerada quando o tratamento com colírios não é eficaz, não é tolerado ou não pode ser mantido. O laser, por sua vez, não se aplica da mesma forma a todos os tipos de glaucoma. Conhecer esses limites evita expectativas equivocadas sobre o resultado de cada etapa.

Nos colírios, a regularidade faz parte do tratamento: o National Eye Institute orienta usar todos os dias a medicação prescrita e informar o médico sobre efeitos colaterais. Colírios não devem ser iniciados, trocados ou suspensos por conta própria, e o esquema é revisto nas consultas de retorno conforme a resposta observada nos exames. Esquecimentos frequentes e a técnica de aplicação também merecem atenção nesses retornos.

O que acontece se o tratamento do glaucoma for interrompido?

Quem interrompe o tratamento ou falta às consultas de retorno fica sujeito à progressão da doença sem sintomas, muitas vezes percebida apenas quando a perda visual já compromete atividades básicas, como dirigir ou reconhecer rostos. Como nenhum tratamento disponível recupera a visão perdida, o objetivo realista é impedir que o glaucoma avance além do ponto em que foi diagnosticado.

Quando procurar avaliação para glaucoma em Uberaba?

A avaliação para glaucoma é indicada mesmo sem sintomas para quem tem fatores de risco da doença ou está há mais de um ano sem consulta oftalmológica, e também para quem já tem o diagnóstico e precisa retomar o acompanhamento. As situações mais frequentes na prática são as seguintes.

  • Histórico familiar de glaucoma, ainda que seja um único caso na família.
  • Idade acima de 40 anos, mesmo sem sintomas visuais aparentes.
  • Diabetes ou hipertensão arterial associadas a outros fatores de risco oculares.
  • Uso prolongado de colírios com corticoide sem acompanhamento oftalmológico.
  • Última consulta oftalmológica há mais de um ano.
  • Diagnóstico prévio de glaucoma sem acompanhamento regular nos últimos meses.

Quem já recebeu o diagnóstico em outro serviço e deseja dar continuidade ao acompanhamento, ou busca uma segunda opinião oftalmológica sobre o tratamento em curso, também é bem-vindo, já que o acompanhamento contínuo é tão importante quanto o diagnóstico inicial. Para manter a prevenção entre um exame e outro, veja o conteúdo sobre saúde ocular preventiva em Uberaba.

O consultório da Dra. Giovanna Piccinini fica na Clínica de Olhos de Uberaba (Av. Santos Dumont, 1424, Bairro Santa Maria), com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Para marcar, confira como agendar a consulta oftalmológica.

Tem histórico familiar de glaucoma ou está há mais de um ano sem consulta oftalmológica? Agende uma avaliação de rastreio.

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Perguntas frequentes

O que é glaucoma e por que ele exige acompanhamento?

Glaucoma é o nome de um grupo de doenças que lesam aos poucos o nervo óptico, responsável por levar a informação visual ao cérebro. Na forma crônica de ângulo aberto, a mais comum, a doença costuma avançar sem sintomas, e a parte do campo visual perdida não se recupera. O acompanhamento regular permite notar mudanças nos exames antes que a pessoa perceba diferença na visão e ajustar o tratamento a tempo.

Quem tem mais risco de ter glaucoma?

Os fatores mais relevantes são casos de glaucoma na família, idade acima de 40 anos e pressão intraocular elevada. Também entram na avaliação miopia ou hipermetropia elevadas, diabetes, hipertensão arterial, córnea mais fina e uso prolongado de corticoides, principalmente em colírio, sem acompanhamento oftalmológico. Quem se enquadra em um ou mais desses grupos deve manter o rastreio anual mesmo sem sintomas.

Quais exames diagnosticam o glaucoma?

Nenhum exame isolado fecha o diagnóstico. A investigação reúne tonometria (pressão intraocular), exame do disco óptico, campo visual, paquimetria (espessura da córnea), gonioscopia, que examina o ângulo de drenagem do olho, e tomografia de coerência óptica (OCT). O conjunto mostra se há dano ao nervo, qual é o tipo de glaucoma e como ele evolui ao longo do tempo.

Glaucoma tem cura?

Não há cura, mas há controle eficaz quando a doença é identificada cedo e acompanhada de forma consistente. O tratamento reduz a pressão intraocular para frear a progressão e proteger a visão que ainda existe; a visão já comprometida não volta. O objetivo realista é manter o glaucoma estável ao longo dos anos, com retornos e exames regulares.

De quanto em quanto tempo devo repetir os exames de glaucoma?

Sem diagnóstico, a orientação geral é passar por avaliação oftalmológica pelo menos uma vez por ano, com medida da pressão intraocular, e fazer campo visual e OCT quando indicados. Quem já trata glaucoma segue reavaliações periódicas, com repetição desses exames em intervalos definidos na consulta, de acordo com a evolução observada em cada caso.

Se a pressão do olho está normal, posso descartar glaucoma?

Não. Existe o glaucoma de pressão normal, em que o nervo óptico sofre dano mesmo com a pressão intraocular dentro da faixa habitual, e o valor considerado normal varia de pessoa para pessoa. Por isso, a medida da pressão é sempre interpretada junto com o exame do nervo óptico, o campo visual e a tomografia de coerência óptica.

Quais sintomas de glaucoma pedem atendimento imediato?

Dor ocular intensa com olho vermelho, náusea e visão embaçada de início súbito podem indicar uma crise de glaucoma agudo de ângulo fechado. Diante desses sintomas, procure atendimento oftalmológico ou um pronto-socorro no mesmo momento, sem esperar por uma consulta agendada.

Glaucoma passa de pais para filhos?

Ter um familiar com glaucoma aumenta a chance de desenvolver a doença, e o histórico familiar está entre os fatores de risco mais relevantes. Ainda assim, a maioria dos casos não depende apenas de genes: o dano do glaucoma tem várias causas combinadas. Quem recebe o diagnóstico deve incentivar os familiares a fazer o rastreio.

Fontes e referências

Dra. Giovanna Piccinini — Formação e Credenciais

A Dra. Giovanna Piccinini é médica oftalmologista, com quase três décadas de Medicina e atuação especializada em cirurgia de catarata, plástica ocular e saúde ocular preventiva, cofundadora da Clínica de Olhos de Uberaba.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), 1998.
  • Residência médica no Centro Oftalmológico de Minas Gerais (COMG).
  • Fellowship em Plástica Ocular no Hospital Felício Rocho, sob orientação dos Drs. Eduardo Soares e Valério Pérez.
  • CRM 32619/MG | RQE 29156.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Giovanna Piccinini. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de dor ocular intensa, perda súbita da visão ou trauma no olho, procure atendimento oftalmológico imediatamente.

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