Avaliação Pré-operatória da Catarata em Uberaba: Exames e Planejamento da Lente

Na avaliação pré-operatória da catarata em Uberaba, a Dra. Giovanna Piccinini usa a biometria e outros exames para definir o grau da lente intraocular.

Atualizado em | Revisado por Dra. Giovanna Piccinini, CRM 32619/MG | RQE 29156

A avaliação pré-operatória da catarata é o conjunto de exames que define o grau da lente intraocular e identifica condições capazes de mudar o planejamento da cirurgia. Inclui acuidade visual e refração, biometria óptica, avaliação da curvatura da córnea e do astigmatismo, exame de fundo de olho e investigação de glaucoma e olho seco. Em Uberaba, a Dra. Giovanna Piccinini realiza essa avaliação na Clínica de Olhos de Uberaba, no Bairro Santa Maria.

Por que a avaliação pré-operatória da catarata é importante?

A avaliação pré-operatória da catarata é importante porque dela saem o cálculo do grau da lente intraocular (LIO) e o reconhecimento de condições oculares que podem limitar o ganho visual. Com esses dados, a cirurgia deixa de ser genérica e passa a ser planejada para aquele olho.

Com planejamento cuidadoso e no momento adequado, a cirurgia de catarata costuma ter resultado previsível. A avaliação reúne exames e informações clínicas que respondem a duas perguntas: se o olho está pronto para a cirurgia e qual lente tende a oferecer a melhor qualidade visual para aquela pessoa. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Catarata e Refrativa (BRASCRS) lembra que a correção do grau com a lente depende de vários fatores, principalmente do cálculo do implante.

A Dra. Giovanna Piccinini, oftalmologista em Uberaba, conduz essa etapa na Clínica de Olhos de Uberaba, no Bairro Santa Maria, onde consulta, exames complementares e planejamento cirúrgico ficam no mesmo endereço. A avaliação acontece entre a indicação cirúrgica e o dia do procedimento, dentro do percurso da cirurgia de catarata em Uberaba.

Quais exames fazem parte da avaliação pré-operatória da catarata?

A avaliação pré-operatória completa inclui medida da acuidade visual e refração, biometria óptica, avaliação da curvatura da córnea, exame de fundo de olho e investigação de condições associadas, como glaucoma e olho seco. Outros exames, como a tomografia de coerência óptica e o campo visual, entram conforme a indicação clínica de cada caso.

Exames da avaliação pré-operatória da catarata e o que cada um orienta
ExameO que avaliaPor que importa no planejamento
Acuidade visual e refraçãoQuanto o paciente enxerga, com e sem correção ópticaRegistra o ponto de partida e serve de comparação após a cirurgia
Biometria ópticaComprimento do olho e curvatura da córneaBase do cálculo do grau da lente intraocular
Curvatura da córnea e topografia corneanaPresença e eixo do astigmatismo, regularidade da córneaOrienta a escolha entre lente convencional e lente tórica
Exame de fundo de olhoRetina e nervo ópticoIdentifica condições que podem limitar o ganho visual
Tomografia de coerência óptica (OCT) e campo visual, quando indicadosCamadas da retina (OCT) e visão periférica (campo visual)Complementam a investigação quando há suspeita de alteração na retina ou de glaucoma
Pressão intraocularPressão dentro do olhoAjuda a investigar glaucoma, condição que pode impactar o resultado cirúrgico
Avaliação da superfície ocularFilme lacrimal e sinais de olho secoOlho seco tratado antes da cirurgia favorece a recuperação e o conforto

Biometria óptica: a base do cálculo da lente

A biometria óptica mede com precisão o comprimento do olho e a curvatura da córnea. Com esses dados, calcula-se o grau da lente intraocular que vai substituir o cristalino opacificado, e é esse cálculo que determina se a visão ficará melhor para longe, para perto ou para as duas distâncias após a cirurgia.

Por isso a biometria ocupa o centro do planejamento cirúrgico. O cálculo é individual: cada olho tem as próprias medidas, e o grau da lente é escolhido a partir delas. O National Eye Institute (NEI), dos Estados Unidos, descreve essa etapa como os testes que medem o tamanho e o formato do olho para ajudar a escolher a lente intraocular adequada. Quem já fez cirurgia refrativa, como o LASIK, deve informar isso na consulta: a córnea operada exige cuidados específicos no cálculo da lente, e a falta dessa informação pode comprometer a precisão do resultado.

Curvatura da córnea e topografia corneana

A avaliação da curvatura da córnea mostra se há astigmatismo e em qual eixo ele está, informação que influencia a escolha entre uma lente convencional e uma lente tórica. A topografia corneana, que registra essa curvatura em forma de mapa, complementa a análise.

A lente tórica é posicionada dentro do olho de acordo com o eixo do astigmatismo, por isso essa medida precisa ser confiável. A mesma análise pode revelar irregularidades da córnea, como as do ceratocone, que pesam na decisão entre lente monofocal, tórica e premium. Em córneas com irregularidades relevantes, as lentes multifocais tendem a ser evitadas. A página sobre lentes intraoculares premium e tóricas explica para quem cada uma dessas opções faz sentido.

Fundo de olho, retina e nervo óptico

O exame de fundo de olho avalia retina e nervo óptico antes da cirurgia. Ele pode mostrar condições que coexistem com a catarata sem que o paciente perceba, como a retinopatia diabética, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) ou alterações compatíveis com glaucoma.

Essas condições podem limitar o ganho visual mesmo depois de uma cirurgia de catarata bem-sucedida, e o paciente precisa saber disso antes do procedimento para ter expectativas realistas. Quando há suspeita de alteração na retina, a investigação pode incluir a tomografia de coerência óptica (OCT), que mostra as camadas da retina em imagem. A função de cada exame está descrita na página de exames oftalmológicos em Uberaba.

Acuidade visual e refração

A medida da acuidade visual e a refração registram quanto o paciente enxerga hoje, com e sem óculos, e servem de referência para comparar com o resultado depois da cirurgia. Esse registro também ajuda a confirmar se a queixa visual corresponde ao grau de opacificação do cristalino ou se outra condição ocular contribui para a perda de visão.

Glaucoma e olho seco

A investigação de condições associadas faz parte da rotina porque o glaucoma e o olho seco podem impactar o resultado cirúrgico. A medida da pressão intraocular integra a investigação do glaucoma e serve de referência para o acompanhamento depois da cirurgia. O glaucoma é uma doença que, na forma crônica, costuma não dar sintomas nas fases iniciais.

A avaliação da superfície ocular, incluindo a qualidade do filme lacrimal, identifica o olho seco. Quando não é tratado antes da cirurgia, o olho seco tende a aumentar o desconforto e a deixar a visão mais instável nas primeiras semanas de recuperação. Reconhecer essas condições antes da cirurgia permite incluí-las no planejamento e no acompanhamento de cada paciente.

Quais condições de saúde são avaliadas antes da cirurgia?

Além dos exames oculares, a avaliação revisa a saúde como um todo: segundo a BRASCRS, a saúde geral e ocular do paciente e o histórico familiar influenciam o resultado cirúrgico. Os pontos revisados incluem:

  • Histórico clínico: doenças sistêmicas, cirurgias oculares anteriores, alergias e histórico familiar de doenças oculares.
  • Diabetes e pressão arterial: o controle dessas condições é conferido antes de definir a data, porque influencia a segurança do procedimento e a recuperação; o diabetes mal controlado acelera a opacificação do cristalino e pode interferir na cicatrização.
  • Medicamentos em uso: todos devem ser informados. Segundo o NEI, remédios que podem aumentar o sangramento às vezes precisam ser suspensos por um período; essa decisão é da equipe médica, em conjunto com o médico que acompanha o paciente, e nunca deve ser tomada por conta própria. Alguns medicamentos também podem alterar o comportamento da pupila durante a cirurgia, o que leva a equipe a ajustar a técnica; por isso a lista completa deve ser levada à consulta.
  • Rotina e necessidades visuais: trabalho, uso de telas, esportes e hábito de dirigir, inclusive à noite, informações que orientam a escolha da lente.

Essa etapa reduz surpresas durante o procedimento e permite ajustar o planejamento cirúrgico às características individuais de cada olho.

O que pode acontecer se a avaliação for incompleta?

Uma avaliação incompleta aumenta a chance de o resultado visual ficar diferente do planejado. Os principais pontos de atenção são:

  • Grau residual diferente do previsto, com necessidade de óculos para distâncias que se esperava enxergar sem eles.
  • Lente pouco adequada ao olho ou à rotina, como uma lente premium em um olho com limitação na retina ou na córnea, em que a expectativa de depender menos dos óculos pode não se confirmar.
  • Descoberta tardia de uma doença de retina ou de glaucoma que já limitava o prognóstico visual.
  • Correções adicionais que poderiam ter sido evitadas com planejamento completo.

Como é a consulta de avaliação pré-operatória?

A consulta de avaliação pré-operatória segue três momentos: conversa, exames e discussão dos resultados. Ela começa pela escuta da queixa visual, do histórico de saúde e das expectativas do paciente em relação à cirurgia.

Em seguida vêm os exames. A biometria óptica e a avaliação da curvatura da córnea são exames indolores. O exame clínico inclui a análise do cristalino com lâmpada de fenda, que permite ver diretamente o grau de opacificação, e o exame de fundo de olho, que pode exigir colírio para dilatar a pupila; nesse caso, a visão fica temporariamente mais sensível à luz.

Ao final, os resultados são discutidos com o paciente, com explicação das vantagens, limitações e expectativas realistas de cada opção. A escolha da lente se apoia nos dados objetivos coletados e no que o paciente espera da visão no dia a dia; o comparativo entre as opções está na página sobre tipos de lente intraocular.

É comum que as expectativas sejam ajustadas nessa conversa. Quem chega pensando em uma lente premium pode descobrir, por exemplo, que uma alteração discreta na retina torna a lente monofocal ou tórica uma escolha mais previsível para o seu caso.

Quando fazer a avaliação pré-operatória da catarata?

A avaliação pré-operatória é feita depois que a indicação de cirurgia está confirmada, com antecedência suficiente para investigar qualquer condição associada antes de marcar a data. A indicação depende do quanto a catarata atrapalha as atividades do dia a dia, tema da página sobre quando operar a catarata.

Quem tem diabetes, usa medicamentos específicos ou tem outras doenças oculares pode precisar de um prazo maior, para que exames complementares, como a OCT da mácula, ou a reavaliação do controle glicêmico sejam feitos com calma.

Quando há catarata nos dois olhos, cada lado passa pela própria avaliação: o grau da catarata, a curvatura da córnea e até a lente escolhida podem variar entre eles. A cirurgia costuma ser feita em cada olho em momentos diferentes, e a BRASCRS observa que o resultado do primeiro olho pode servir de base para programar a cirurgia do segundo.

Concluída a avaliação, as etapas seguintes, da cirurgia ao acompanhamento pós-operatório, estão descritas na jornada da catarata.

Já tem indicação de cirurgia de catarata? Agende sua avaliação pré-operatória com biometria na Clínica de Olhos de Uberaba.

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Perguntas frequentes

Toda cirurgia de catarata precisa de avaliação pré-operatória?

Sim. O planejamento da cirurgia de catarata depende de exames específicos, como a biometria, que define o grau da lente intraocular para aquele olho. Sem essa etapa, o cálculo seria genérico e a chance de o resultado visual ficar diferente do esperado seria maior.

O que devo informar na consulta de avaliação pré-operatória?

Informe todos os medicamentos em uso, doenças como diabetes e pressão alta, alergias, cirurgias oculares anteriores e casos de doenças oculares na família. Também ajuda contar como é a sua rotina visual, por exemplo se dirige à noite, lê bastante ou trabalha em telas, porque isso orienta a escolha da lente.

Com quanto tempo de antecedência a avaliação é feita?

Não existe um prazo único. A avaliação precisa acontecer com tempo suficiente para calcular a lente com calma e, quando for o caso, investigar condições associadas, como diabetes ou alterações na retina. A data da cirurgia é definida em consulta, conforme a complexidade de cada caso.

Quem tem diabetes pode operar a catarata?

Na maioria dos casos, sim, desde que o diabetes esteja controlado e a retina tenha sido examinada antes. O diabetes mal controlado acelera a opacificação do cristalino e pode interferir na recuperação, por isso o controle é conferido antes de confirmar a data da cirurgia.

O que acontece se o cálculo da lente não for preciso?

Como o grau da lente intraocular sai das medidas da biometria, uma medida imprecisa pode deixar um grau residual diferente do planejado. Na prática, o paciente pode precisar de óculos para distâncias em que esperava enxergar bem sem eles.

Se os dois olhos têm catarata, cada um é avaliado separadamente?

Sim. Cada olho tem suas próprias medidas, e o grau da catarata e a lente indicada podem ser diferentes entre os lados. As cirurgias costumam ser feitas em momentos separados, e o resultado do primeiro olho pode ajudar a programar o segundo.

A avaliação pré-operatória é particular ou por convênio?

Os atendimentos com a Dra. Giovanna Piccinini são particulares, o que permite reservar à avaliação o tempo necessário para investigar cada olho. Informações sobre convênios e formas de atendimento são passadas pela equipe da clínica, pelo WhatsApp (34) 99640-1994 ou pelo telefone (34) 3313-1000.

Fontes e referências

Dra. Giovanna Piccinini — Formação e Credenciais

A Dra. Giovanna Piccinini é médica oftalmologista, com quase três décadas de Medicina e atuação especializada em cirurgia de catarata, plástica ocular e saúde ocular preventiva, cofundadora da Clínica de Olhos de Uberaba.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), 1998.
  • Residência médica no Centro Oftalmológico de Minas Gerais (COMG).
  • Fellowship em Plástica Ocular no Hospital Felício Rocho, sob orientação dos Drs. Eduardo Soares e Valério Pérez.
  • CRM 32619/MG | RQE 29156.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Giovanna Piccinini. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de dor ocular intensa, perda súbita da visão ou trauma no olho, procure atendimento oftalmológico imediatamente.

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